Categoria: Fotografia

  • Relato Quarta Intervenção 3°A – Guilherme e Danielle – 26/07

    Desde o terceiro encontro com a turma, houve um intervalo de uma semana, pois na Escola seria relizado o “Provão” e assim não teriam as aulas regulares. Desse modo, nosso ultimo encontro ficou para esta data o que foi positivo ja que os estudantes tiveram mais tempo para a realização do material.

    O objetivo do ultimo encontro era a discussão dos trabalhos produzidos pelxs estudantes como também retomar a discussão sobre os conceitos de Estado, Movimentos Sociais e Cidadania articulando com a presente conjuntura que traz a tona a questão  a mobilidade urbana e o direito à cidade, com os protestos do MPL.

    Dessa forma, a fim de disparar o debate sobre a conjuntura das manifestações, exibimos o seguinte vídeo “Globo e os protestos” (https://www.youtube.com/watch?v=UiVDtWb7K48) que fala sobre a divisão entre esquerda e direita e as mobilizações sociais. A partir de sua exibição constatamos que a maioria da sala já tinha assistido e que o vídeo foi bem recebido. O debate foi em torno das experiências que estes estudantes viveram nas manifestações e todo o arsenal teórico que discutimos ao longo das oficinas. Não houve objeção com o que foi falado no vídeo, mas tinha-se muitas dúvidas sobre o apartidarismo x antipartidarismo assim como a questão do “vandalismo”.

    Assim, começamos a explorar essas dúvidas analisando o modelo de democracia representativa, algumas características da nossa ditadura militar conjuntamente com a militarização da polícia, além de sempre tentar explicitar os principios do Movimento Passe Livre referente a horizontalidade e apartidarismo na construção de suas ações com o povo.

    Os relatos feitos pelos estudantes demonstrou que estavam preocupados com a despolitização genérica dos que sairam as ruas após o ato do dia 13/junho, onde teve a ação da policia militar de maneira mais truculenta e repressiva.

    Foram apresentados três mini-documentários feitos por fotos e vídeos. Todos eles sempre questionando a qualidade do transporte coletivo, questionaram o financiamento público para as grandes empresas de onibus, apontaram a questão da tarifa zero e as mobilizações de rua como apontamento para transformação desse tranporte que não supre as necessidades do usuário.

    Grupo 01: http://www.youtube.com/watch?v=01jiGRNHbtA&feature=youtu.be

    Grupo 02: http://www.youtube.com/watch?v=_DwxmcjO3IQ&feature=youtube_gdata

    Grupo 03: https://www.youtube.com/watch?v=wf5m9siieQw

    Ao final da exibição dos filmes pedimos que avaliassem a nossa metodologia e todo o conteúdo que foi trocado com eles. Nas falas, os apontamentos foram que a realização do documentário foi positiva, que muitos ali nunca tinham gravado ou fotografado sua realidade e que isso foi muito pedagógico e fez com que discutissem e percebem mais sua realidade. A questão que ficou para nós oficineiros foi que a produção audiovisual fez com que xs estudantes se engajassem mais para entender os conceitos como também há uma grande vontade por parte delxs de serem protagonistas das possiveis narrativas de sua região e que este exercicio fez com que discutissem sobretudo o elemento midiatico frente a toda essa conjuntura também.

     

  • Pensamentos sobre os exercícios do olhar

    Sobre as imagens que estão começando a surgir no site: https://pibid.milharal.org/category/fotografia/

    Uma das questões que tem movimentado meu pensamento em minha prática como professor na universidade, é de que forma podemos apreender e captar os saberes e a novidade trazida por cada aluno. A universidade, como toda instituição, é um universo cheio de códigos próprios. Nela, algumas formas de enunciação, suas linguagens e formas de pensamento são mais incentivadas e reconhecidas do que outras. Cada instituição é marcada por formas próprias de comunicação. Em se tratando de uma instituição voltada para a promoção do conhecimento, a criação de mecanismos que permitam o encontro entre diferentes saberes e formas de expressão com aqueles conhecimentos que gozam de maior centralidade na instituição, pode contribuir para o surgimento de uma ecologia mais diversa. A possibilidade de inovação e ação criativa no interior de qualquer instituição depende de uma capacidade de relacionar suas dinâmicas internas com o meio externo. Por vezes, tenho a impressão que a não abertura para outras formas expressivas no trabalho com os estudantes gera epistemicídios – a perda/morte de outros saberes (expressão do Boaventura de S.Santos). Como acolher outros saberes que são frequentemente silenciados pelos códigos dominantes no interior de uma instituição? Como proporcionar um encontro positivo entre esses diferentes saberes de maneira a criar novos conhecimentos, tanto acadêmicos quanto existenciais? Sinto que as imagens que estão começando a surgir no site estão dando novas pistas para essas questões, rastros de novos caminhos a serem investigados.